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Lightyear: fazer tudo sozinho não é ser herói

 Todo o universo Toy Story, apesar de contar com o apelo da nostalgia, não depende só dela. As histórias se conectam de uma maneira mais direta com diferentes fases da vida da pessoa que encontrou um amigo em Woody e Buzz na década de 1990.


O Universo ToyStory, em 2022, ganhou um novo filme, Lightyear. A premissa é a seguinte: em 1995, no primeiro Toy Sotry, Andy pede o boneco Buzz Lightyear de presente porque ele fica vidrado num filme de astronauta. O filme Lightyear, lançado agora em 2022, é justamente o filme que teria encantado Andy quando garoto.


Um garoto nascido em 1988 teria assistido o primeiro Toy Story com 7 anos; o segundo, aos 11 e o terceiro – que fala sobre sair da casa dos pais, doar os brinquedos, ir para faculdade, virar adulto – aos 22. Agora, aos 34, esse garoto teria a oportunidade de ver o novo filme do mesmo universo contando a história de um astronauta que, em meados dos seus 30 anos, tem de aprender a lidar com um grave erro.  

Lightyear, sutilmente, nos leva a refletir sobre como o conceito de heroísmo dos anos 1990 pode levar alguém a "se perder no personagem", esquecer o que realmente importa e isolar-se em sofrimento.


Buzz é um dos astronautas de uma missão para checar condições de vida em um planeta. Ele conduz uma nave com milhares de outros astronautas, tendo acima de si – na hierarquia– apenas a sua grande amiga e chefe, comandando Hawthorne.

O que nos inspira a falar desse filme aqui, é que os desafios do Buzz na jornada tem muito a ver com alguns conceitos – sobre o que é ser homem, o que é ser um herói e o que é ser bem sucedido – que cresceram sendo ensinados a muitos meninos e homens nascido no século XX.

Buzz confia imensamente na sua comandante, mas recusa qualquer outro tipo de ajuda: odeia o "GPS", não tem paciência para os recrutas iniciantes e prefere resolver tudo sozinho. 


Quando uma falha dele muda o futuro de toda a tripulação, Buzz também não consegue deixar de culpar-se. Ele se isola ainda mais de todos, e entra em uma jornada solitária para tentar, incansavelmente, reverter o seu erro. 

O erro dele mudou a trajetória da nave e da tripulação, no entanto, essa tripulação pouco se ressentiu com o herói, a mudança trouxe também pontos positivos para muitos daqueles que estavam na nave. No entanto, o herói não se dava a menor oportunidade de perceber isso. Na sua obstinação, Buzz não se permite parar, descansar, conviver, refletir, repensar. Ele impõe uma rigidez sobre si mesmo que o cega.


Não é spoiler se eu disser que a jornada desse herói vai passar por aprender a confiar nos outros, a valorizar a equipe, aceitando as ofertas de ajuda e passando então a ver a realidade por outro prisma. Seguindo a tendência dos filmes atuais, a história não tem vilões. As adversidades – nada fáceis de resolver – são frutos das circunstâncias e das próprias batalhas internas do astronauta. 

É um filme que fala perfeitamente com os garotos de 1995, com os trintões e quarentões de 2022. Recheado de aventura, de nostalgia e de afeto, traz importantes reflexões de maneira suave, em meio a um entretenimento delicioso.